sábado, 31 de dezembro de 2011

No País de Blominsk

Blowminsk é um país onde se proíbe o relacionamento afetivo e sexual entre pessoas do sexo oposto. O homem não pode sentir desejo, atração ou tesão nem amar romanticamente uma mulher. E a mulher também não pode sentir desejos afetivosexuais por um homem. Os bebês são gerados em provetas e inseminados artificialmente, dando opções maiores aos pais sobre as características que poderão desenvolver.
Existem pessoas que tentam quebrar as regras de Blowminsk, relacionando-se com pessoas do sexo oposto ao seu, mas são excluídas da sociedade e vivem em guetos.
Ivan e Marina moravam em Blowminsk e freqüentavam a mesma escola. Um dia perceberam que algo estranho estava acontecendo entre eles. Tentaram disfarçar, mas foi inevitável que acabassem conversando sobre o desejo que estavam sentindo um pelo outro. Sentiram-se muito angustiados, porque perceberam que eram diferentes das outras pessoas, seus pais não aprovariam e talvez fossem até expulsos da escola. Marina e Ivan tentaram não deixar que a atração se transformasse em atitude. Mas uma tarde, voltando para casa, não resistiram e, depois de se esconderem atrás de algumas árvores em um parque, beijaram-se apaixonadamente. Eles estavam próximos ao colégio onde estudavam. Os amigos de Ivan, que estavam jogando ali perto, viram a cena e ficaram horrorizados. Xingaram Ivan de "hetero" sujo e deram-lhe alguns pontapés. A direção da escola ficou sabendo e imediatamente os expulsou da instituição, para que não contaminassem os outros alunos. Os dois pais de Ivan mandaram-no embora de casa, indignados. Marina teve mais sorte.
Foi encaminhada para um psicoterapeuta, que explicou à família que os sentimentos de Marina por Ivan não eram doença, nem opção. Esclareceu que ela era normal, igual às outras mulheres, e que a diferença estava em quem ela desejava para amar. (...) Mesmo assim, as duas mães de Marina pediram que ela não se relacionasse mais com alguém do sexo oposto ao seu. Marina, mesmo sabendo que era normal e igual às outras pessoas, sentiu-se indignada por haver sido rejeitada só porque amava diferente, enquanto os amigos que a haviam agredido não tinham sofrido qualquer repressão.
Ivan tentou se relacionar com outros meninos, cumprindo o que era esperado pela sua família e pelas normas e valores de Blowminsk. Resolveu não viver mais o seu desejo até que pudesse ser independente.
Marina continuou a procurar alguém que sentisse o mesmo que ela e amigos que respeitassem o seu desejo.

Questões para reflexão:
1. O que Marina e Ivan poderiam fazer para viver melhor no país onde moram?
2. O que Marina e Ivan poderiam fazer para viver melhor com seus pais e amigos?
3. O que você poderia fazer para que Ivan e Marina vivessem melhor?



FONTE: “No país de Blowminsk”. In: PICAZIO, Cláudio. Sexo Secreto: temas polêmicos da sexualidade. São Paulo: Summus, 1998, pp. 36-37.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dúvida Corpo Masculino

"Por que gozo muito e espirra muito longe?"

A ejaculação é o fenômeno de liberação do sêmen. O volume médio do ejaculado pelo homem varia entre 2 ml a 6 ml (mais ou menos uma colher de sopa). A quantidade de esperma que é eliminada na ejaculação pode variar com a freqüência de masturbações. Por exemplo, se um rapaz se masturbar duas vezes seguidas, poderá ter menos esperma na segunda ejaculação. Caso espera algum tempo, os líquidos e os espermatozóides são repostos naturalmente pelo organismo e o volume do esperma volta a aumentar.
Quando o homem ejacula, ocorrem contrações que liberam o sêmen. Tais contrações podem fazer com que a líquido percorra uma determinada distância que, para você, pode ser considerada grande. Lembrando que a distância alcançada com a ejaculação NÃO possui relação com a potência do homem ou sua masculinidade.

Esperamos ter ajudado, Gecopros.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dúvida Sexualidade

"Olá, tenho 19 anos, e comecei a dar uma olhadinha no blog porém vi algumas perguntas e relatos que me assustaram... Na mídia é muito falado, sobre meninas de 11 e 12 anos grávidas! Algumas CRIANÇAS começam suas relações sexuais aos 9 ou 10 anos de idade... Isso é normal? É normal uma criança praticar sexo e gostar? Entender o que esta ocorrendo naquele momento? O que a psicanálise e outras teorias falam a respeito disso? Eu pensando desse jeito, sou cabeça fechada? Aguardo respostas! Até".

O Estatuto da Criança e do Adolescente considera criança pessoas até 12 anos de idade. Não há uma idade específica para iniciar a relação sexual. As pessoas envolvidas precisam estar preparadas e desejar praticar sexo. A mídia, o excesso de informações (muitas vezes erradas), a falta de orientações corretas, além de casos como abuso sexual, estupro, problemas sociais, ambiente familiar, influência de amigos e pressão da sociedade podem interferir na escolha das pessoas e no tempo que acreditam estar prontas para o ato sexual.
Uma pessoa, com 11 ou 12 anos de idade (como você referiu), que diz gostar de sexo e praticá-lo constantemente, deve ser orientada sobre prevenção sexual, DSTs e gravidez. O objetivo do blog não é recriminar ou julgar os indivíduos e suas opiniõesO importante é sempre respeitar as formas de pensamento, o próprio tempo de amadurecimento e não se deixar levar pelas pressões externas.
Pelo maior número de crianças e adolescentes grávidas, podemos ver a importância de discutir sexualidade nas escolas, com os filhos e entre a família, uma vez que os jovens podem buscar informações em locais não confiáveis ou até mesmo realizar práticas sem pensar nas consequências. Muitas vezes as informações existem na cabeça das pessoas, mas as mesmas não sabem usá-la corretamente. Orientar e prevenir é uma das necessidades na área de saúde e educação.
A Psicanálise, que de maneira ampla e resumida, significa ampliar a consciência sobre si mesmo e aí sim observar e fazer a diferença consigo. Nas relações entre as pessoas, a psicanálise diz que as experiências devem ser vividas na medida em que se deseja determinada experiência. Lembrando que saúde e bem-estar significam aceitar inclusive as próprias dúvidas, testar valores e crenças, encarar o próprio desenvolvimento do corpo (que parece esquisito inicialmente), respeitar e acolher os sentimentos que surgem neste período.

Esperamos ter ajudado, Gecopros.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dúvida Sexualidade

"Eu e meu amigo fazemos sexo todo dia. O pênis dele é do tamanho de 15 cm, mas temos só 12 anos. Amo de paixão fazer sexo, será que a gente é muito jovem? Eu perdi minha virgindade aos 9 anos. Digo uma coisa: sexo é a melhor coisa do mundo".

O tamanho do pênis varia muito de homem para homem. O crescimento do pênis inicia-se com a puberdade e acontece até aproximadamente 18 anos. Alguns rapazes apresentam tal crescimento um pouco mais acelerado que outros, e alguns um pouco mais lento. Não há anormalidade alguma em apresentar um pênis ereto de 15 cm com 12 anos de idade.
Algo muito importante em uma relação sexual é o uso de métodos contraceptivos, como a camisinha. O preservativo é grátis e pode ser adquirido em qualquer posto de saúde. Ele evita não só a gravidez, como também DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Por isso, o preservativo deve ser usado em todas as relações sexuais. Para que pessoas façam sexo, é importante que estejam e se sintam preparadas e seguras. Não há uma idade exata para a perda da virgindade, pois cada indivíduo possui seu tempo para amadurecimento, preparação e desejos. Pessoas de 12 anos são consideradas jovens e estão entrando na fase de puberdade ou já estão nesta fase. A puberdade é marcada pelas mudanças físicas e pela produção hormonal. Os garotos começam a produzir esperma com espermatozóides e as garotas menstruam, para ambos é recomendado procurar um médico de confiança. É importante lembrar que os dois podem ser férteis e precisam tomar cuidado com gravidez e com as doenças. Uma boa recomendação é conversar com um adulto de confiança ou com profissionais de saúde para orientá-los, e tirar as dúvidas ou desconforto.

Esperamos ter ajudado, Gecopros.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Previna-se, use camisinha!


"O uso do preservativo é uma questão de hábito, ou seja, incluir esse cuidado consigo mesmo e com o (a) parceiro (a)! Aquela frase "transar de camisinha é como chupar bala com papel" não procede mais, pois como explica o artigo na postagem anterior, o material da camisinha é muito bem desenvolvido e não causa menos sensibilidade para o garoto / homem ou garota / mulher, muito pelo contrário, a sensação daquela parte do corpo que é estimulada fica protegida contra alguma DST (doença sexualmente transmissível) ou gravidez num momento que não é adequado, permitindo, assim, maiores possibilidades de aproveitar o momento da relação sexual! O uso da camisinha hoje em dia, com toda essa tecnologia que mantém perceptível a sensibilidade, é uma questão que envolve conhecer novas formas de descobrir o prazer do próprio corpo e do corpo do outro, com o respeito e cuidado a si mesmo e ao outro, que envolve o amor prórpio e a consideração pelo outro, protegendo e, principalmente, trazendo tranquilidade na descoberta e aproveitamento do prazer sexual sem a preocupação das consequências que não são planejadas!"

Texto: Maila (Gecopros).

Como é produzido o preservativo?


A matéria-prima da camisinha é o látex, extraído dos pés de seringueiras. Mas o látex usado para produzir camisinhas não chega à fábrica exatamente como saiu da floresta: para ganhar mais elasticidade, ele é filtrado até ficar com 60% de borracha, o dobro do original - o resto é basicamente água.

Apesar de chegar à fábrica com elasticidade, o látex precisa ganhar mais resistência. É isso o que faz o processo de vulcanização. O processo consiste em adicionar enxofre e algumas outras substâncias químicas ao látex, e submeter a mistura a altas temperaturas - o calor acelera a reação.

No tanque de imersão, o preservativo ganha "cara" de preservativo. Para isso, são usados moldes de vidro que, depois de serem lavados e secos, são imersos em um tanque cheio de composto de látex (com resistência e elasticidade aumentadas). Dali, ele passa por uma estufa para secar, e passa por outra imersão e outra estufa, que reforçam a camada de látex.

Ainda no molde, a camisinha em estado bruto segue na linha de montagem. Primeiro, passa por escovas rotativas, como aquelas de lava-rápido, que formam a bainha na boca do preservativo, deixando-o pronto para a secagem final em uma grande estufa. Ali vai embora toda água presente na matéria-prima e a borracha, enfim, fica dura.

 Próxima etapa é a de lixiviação. Uma máquina mergulha a camisinha (ainda no molde) dentro de um tanque cheio de produtos químicos para eliminar partículas ruins que podem eventualmente causar alergia ou desconforto aos usuários. Tanto substâncias originais do látex quanto produtos adicionados na vulcanização são eliminados nesse processo.

Um jato de água apontado para a bainha tira o preservativo do molde, lançando-o direto em uma esteira. O molde volta ao seu ciclo, passando pela lavagem, e a camisinha passa por um banho de talco, sílica ou amido de milho, que acabam com sua consistência grudante. Depois disso, ela é seca novamente e está pronta para os testes de qualidade.

Os testes de qualidade são obrigatórios e detalhadamente regulados por normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Absolutamente todos os preservativos passam pelo teste de furos: uma corrente elétrica é aplicada sobre a camisinha e se a energia não correr através da sua superfície é sinal de que não existem furos.

A máquina que faz o teste elétrico joga a camisinha na esteira, já enrolada e pronta para receber uma gotícula de lubrificante e ser embalada. Algumas amostras são encaminhadas a outros testes obrigatórios, como o de insuflação de ar (são analisados os limites de pressão e volume) e o teste líquido (um jato de água enche a camisinha até seu limite).

O último teste quem faz é você. Lembre-se de que, apesar de todos os cuidados tomados durante a produção, se não colocar a camisinha com cuidado e de forma certa, a mesma pode estourar.

FONTE: modificado de mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-feita-a-camisinha

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Vasectomia


O que é a vasectomia?
A vasectomia é um procedimento cirúrgico pelo qual um homem pode se tornar estéril. O médico retira um fragmento de cada um dos dois canais (ductos deferentes) que são responsáveis por levar os espermatozóides dos testículos ao pênis. Em poucos meses, o sêmen (o líquido que é ejaculado durante o ato sexual) não mais conterá mais os espermatozóides.
Não ocorrem mudança na capacidade do homem de conseguir a ereção ou mesmo de desenvolver a atividade sexual após a cirurgia. A única diferença é a ausência de espermatozóides no esperma.


Quando é utilizada?
A vasectomia é um dos meios mais eficientes e seguros para obter controle de natalidade e só deve ser realizada a pedido do homem ou do casal. É importante saber que este é um procedimento que, na maioria das vezes, é irreversível. Uma alternativa é escolher outros métodos de controle de natalidade até finalizar a decisão (por exemplo: uso de preservativo).

O que acontece durante o procedimento?
A vasectomia é realizada sem a necessidade de internação hospitalar, podendo ser feita no próprio consultório médico. Geralmente leva de 15 a 20 minutos. O médico aplica uma anestesia local em dois lugares na bolsa escrotal. Após, é realizado um pequeno corte na pele de cada lado da bolsa escrotal, os ductos deferentes são expostos no lado de fora, retira-se um fragmento do mesmo e cada pedaço do ducto remanescente é amarrado com o propósito de não haver uma possível recanalização. Em seguida, os ductos são colocados de volta na bolsa escrotal e a pele é fechada por pontos.

O que ocorre após o procedimento?
O paciente poderá ir embora após o término da cirurgia. Pode haver um pouco de dor no local por 3 ou 4 dias após a operação. Um pouco de sangue ou outro líquido pode escorrer pelo corte. A área em volta do corte pode inchar um pouco e a pele poderá ficar levemente azulada ou escurecida.

Recomendações:
- Colocar uma bolsa de gelo no local da cirurgia;
- Permanecer em casa por 2 ou 3 dias;
- Evitar carregar peso por, no mínimo, 1 semana;
- Usar uma cueca mais justa de modo a conter a bolsa escrotal por 4 ou 6 semanas;
- Tomar analgésicos se forem recomendados pelo médico;

O paciente poderá voltar a ter relações sexuais quando se sentir a vontade, o que ocorre geralmente após uma semana da cirurgia. Entretanto, por pelo menos um ou dois meses deve-se usar outro método preventivo para evitar uma gravidez indesejada. Isso é necessário até que os espermatozóides reservados se esgotem e o teste de contagem (espermograma) for negativo.

Quais são as vantagens da vasectomia?
-
Método seguro para evitar a gravidez;
- Não é necessário que se tome nenhum tipo de pílulas ou outras substâncias;
- Não é necessário que haja interrupção do ato sexual.


Quais são os riscos associados a este procedimento?
- Não previne contra DST;
- Existe a chance de que em meses após a cirurgia, espermatozóides ainda estejam presentes no esperma e isso acarretar em gravidez indesejada;
- Existe risco de infecção, caso os cuidados e recomendações não sejam seguidos.

FONTE: modificado de boasaude.uol.com.br

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Campanha "Curas Que Matam"

Um grupo de organizações da América Latina e Caribe lançou a campanha
"Curas que Matam".


No dia 17 de maio celebra-se o Dia Internacional contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, comemorando que em 1990, num feito histórico, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aceitou oficialmente a homossexualidade como uma variação natural da sexualidade humana. Desde então, a comunidade científica internacional se opõe a todas as abordagens que consideram a homossexualidade como uma enfermidade que deva ser “curada”. O consenso médico e político também vem crescendo em todo o mundo no sentido de adotar o mesmo enfoque sobre a transexualidade.
Opondo-se a isto, algumas vozes conservadoras ainda pregam e promovem a chamada “terapia reparativa”, muitas vezes com o apoio de correntes religiosas e, às vezes, inclusive como consentimento de instituições do Estado. Estes “tratamentos” não apenas são ineficazes como também reforçam os sentimentos de culpa e a baixa auto-estima, aumentam o sofrimento psicológico e, em alguns casos extremos, levam pessoas ao suicídio. Por outro lado, ao incentivar a homofobia, lesbofobia e transfobia, incitam a discriminação, a violência e os assassinatos.

Objetivos da Campanha

A grande campanha latinoamericana e caribenha “CURAS QUE MATAM” se opõe a qualquer terapia que pretenda “curar” a homossexualidade e a transexualidade.
EXIGE que os governos observem o princípio da laicidade dos Estados latinoamericanos e caribenhos e tomem medidas concretas para combater as práticas “reparadoras” da homossexualidade e transexualidade, incluindo a interrupção de qualquer financiamento público a instituições ou indivíduos que não estejam claramente distanciados dessas práticas.
EXIGE que as instituições nacionais ou locais de saúde pública retirem dos sistemas de saúde público e privado todas as pessoas que pratiquem ou promovam práticas “reparadoras” da homossexualidade e transexualidade.
INSTA que doadores privados e financeiras incluam como critério para aprovação de solicitações de apoio a rejeição ao discurso de terapias “reparativas” que atentam contra os direitos humanos.
SOLICITA que as autoridades religiosas condenem firmemente o uso de discursos que proponham e/ou incentivem processos de “reparação” da homossexualidade e transexualidade, e que promovam a aceitação da diversidade sexual e de gêneros.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Livro: Religião e Homossexualidades

Livro: Religiões e Homossexualidades, de
Maria das Dores Campos Machado & Fernanda Delvalhas Piccolo


Lançado no dia 23 de março de 2011, o livro Religiões e Homossexualidades discute visões de lideranças católicas, evangélicas, judias e das religiões mediúnicas (tanto kardecistas quanto afro-brasileiras) sobre questões relacionadas à homossexualidade – especialmente sobre novas propostas jurídicas – como a homofobia, a polêmica do casamento gay, direitos previdenciários e adoção.
Em uma época em que movimentos religiosos fundamentalistas procuram impor seus valores a um Estado laico, e, ao mesmo tempo, movimentos sociais defendem direitos civis de homossexuais e a criminalização da homofobia, o livro apresenta reflexões importantes para a compreensão dos embates e negociações entre as agremiações religiosas e as comunidades LGBT. O livro é resultado de um ano de pesquisa apoiada pelo Ministério da Saúde brasileiro.


sábado, 13 de agosto de 2011

17 de Maio: Dia Nacional Contra Homofobia


17 DE MAIO tornou-se oficialmente o Dia Nacional contra a Homofobia, através de decreto do Presidente Lula de 7\6\2010. Nos principais países do mundo, esta data é lembrada como um alerta para erradicar todas as formas de preconceito e discriminação contra as pessoas LGBT, que representam por volta de 10% da população mundial. Mais de 20 milhões de brasileiros, cujo índice de assassinatos aumentou em 113% nos últimos cinco anos. Em 2010 foram notificados 260 assassinatos de gays e travestis, contando-se já em 2011 um total de 76 “homocídios”, fazendo do Brasil o campeão mundial de crimes homofóbicos. O risco de uma travesti ser assassinada no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Afinal, quem é mesmo pedófilo?



O presente artigo busca problematizar alguns dos aspectos pertinentes ao debate contemporâneo em torno das “novas” modalidades de experimentação dos desejos erótico-sexuais, em especial a pedofilia/o pedófilo, discutindo os modos pelos quais tais conceitos vêm sendo re-significados nos últimos anos. A partir do referencial teórico dos Estudos Culturais e dos Estudos de Gênero, numa abordagem pós-estruturalista de análise, pretendo mostrar que, apesar das tentativas de aprisionar/ categorizar/ normatizar determinados comportamentos em torno da sexualidade, a partir de campos de conhecimento específicos, estes escorregam, escapam, vazam, nos sentidos que lhes são atribuídos.

Por: Jane Felipe.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Orientação sexual para adolescentes: relato de experiência

Orientação sexual para adolescentes: relato de experiência

Os autores apresentam aspectos teóricos e práticos que envolvem o Projeto de Extensão Universitária "Corporalidade e Saúde" da Universidade Federal de São Paulo. O desenvolvimento ocorre no campo da Promoção da Saúde, com ênfase nas questões do corpo e sexualidade, saúde mental e violência; visando catalisar discussões e reflexões críticas sobre esse universo. Tem como principal finalidade articular ações nos campos do ensino, assistência e pesquisa. Seu conjunto de ações está direcionado a adolescentes e jovens que freqüentam escolas de ensino fundamental e médio. É uma atividade que se apóia nas orientações do Programa de Saúde do Adolescente (PROSAD), nas ementas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Declaração dos Direitos Sexuais da World Association for Sexology, alem dos pressupostos da Psicologia Social e Psicanálise. Trata-se de uma prática libertária em que a sexualidade, quando compreendida e adequadamente canalizada, se traduz em amor, criatividade, potência geradora de progresso e de desenvolvimento.

Por: José Roberto Brêtas.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tamanho do Pênis


A medida do pênis precisa ser feita da base até a glande, quando o pênis estiver ereto.

- Um pênis flácido mede, em média, de 5 a 10 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro.
- O tamanho de um pênis considerado normal varia de 12 a 17 cm e o diâmetro alcança 3 cm.
- A média mundial do tamanho de pênis é de 13,7 cm.
- Um pênis é considerado grande quando maior que 17 cm ereto.
- Considera-se micropênis quando a medida for menor que 7,5 cm ereto ou que 4 cm flácido.
- O pênis cresce até aproximadamente os 18 anos. O tamanho também é determinado geneticamente.
- Um pênis ereto pesa cerca de 150 gramas, praticamente o dobro se comparado enquanto ele estiver flácido.

Dicas para quem anda preocupado com o tamanho do pênis:

- Converse com sua parceira ou seu parceiro sobre o assunto.
- Cuida de si mesmo, fazer exercícios físicos elevam a segurança e auto-estima, além de proporcionar maior resistência e força.
- Apare o cabelo em volta do pênis. O excesso de pêlos fazem com que o pênis pareça menor.
- Se houver muitas dúvidas, converse com um especialista, como o urologista.

Fonte: Terra. O Guia dos Curiosos - Sexo, Autor: Marcelo Duarte, Editora: Cia. Das Letras.
            bancodesaude.com.br/sexo-relacionamento/tamanho-penis

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Você conhece a sigla LGBTTIS?


Assista ao VÍDEO explicativo!

Lésbicas
Gays
Bissexuais
Transexuais
Travestis
Intersexuais
Simpatizantes

Conhecimento Sobre DST/AIDS Por Adolescentes

Conhecimento sobre DST/AIDS por estudantes adolescentes
O estudo teve como objetivo verificar o conhecimento de adolescentes sobre prevenção, transmissão, sinais e sintomas de DST/AIDS, e colaborar na elaboração de ações educativas do Gecopros. Foi realizado em três instituições de ensino fundamental e médio do município de Embu, com 1087 adolescentes (40% do sexo feminino e 60% do sexo masculino). Utilizou-se também um questionário estruturado de múltipla escolha. Os resultados mostraram que, quanto à forma de prevenção, 92% do grupo feminino e 78% do masculino referiram utilizar preservativo, enquanto 42% do grupo feminino e 43% do masculino responderam lavar os genitais após relações sexuais; 75% do grupo feminino e 52% do masculino citaram a televisão como fonte para obtenção de informações. Quanto ao conhecimento sobre DST, garotas e rapazes demonstraram ter pouca informação; em relação à cura das DST, 57% do grupo feminino e 71% do masculino referiram não ter conhecimento, sendo que 5% do grupo feminino e 6% do masculino achavam que AIDS tem cura. De forma geral, pudemos concluir que as garotas estavam mais esclarecidas em relação à temática que os rapazes.
Por: José Roberto da Silva Brêtas.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Higiene Sexual Feminina


1 - Devo usar o bidê ou a ducha para lavar a vagina?
A ducha é preferível, porque o jato d'água pode ser direcionado da frente para trás. A lavagem deve restringir-se à parte externa. No bidê, a tendência é de que a água escorra de trás para frente, podendo levar bactérias do ânus para a vagina.

2 - Que tipo de produto posso usar durante a higiene íntima?
Sabonetes neutros, evitando os glicerinados, uma vez que estes podem provocar irritação na mucosa.

3 - Tenho corrimento que dá mau cheiro. Como devo proceder?
O mau cheiro é causado por bactérias. Procure um ginecologista para a identificação e o tratamento.

4 - Beijar logo depois de meu marido fazer sexo oral em mim pode causar doenças nele e em mim?
Não, desde que você esteja sexualmente sadia.

5 - O que posso usar para que a introdução do pênis no ânus se torne mais fácil?
O mais indicado é o uso de gel à base d’água.

6 - Desodorantes íntimos ou perfumes na vagina são recomendados?
Em algumas mulheres, os desodorantes ou perfumes provocam irritação ou alergia. Evite-os, pois basta o uso do sabonete neutro.

7 - Que tipo de problemas relacionados à higiene genital malfeita pode atrapalhar o desejo do parceiro?
O Mau cheiro e corrimento podem atrapalhar, além de poderem causar doenças em ambos.

8 - Meu namorado gosta de introduzir objetos como vibradores na minha vagina. Isso é anti-higiênico?
Se o vibrador foi devidamente limpo com sabonete bactericida, não é anti-higiênico. Mas cuidado: não devem ser introduzidos objetos que a possam ferir de alguma maneira. É recomendado uso de preservativo no vibrador.

9 - Quantas vezes por dia devo tomar banho?
Geralmente, uma vez ao dia é suficiente. O interior da vagina não deve ser lavado, a não ser sob recomendação profissional, pois a lavagem interna retira a proteção natural. Após a relação sexual e banhos de praia ou piscina, a genitália também deve ser lavada.
Atenção: lavagens de genitálias em excesso diminuem a resistência natural da vagina.

10 - Preciso de cuidados especiais de higiene quando estou menstruada?
Nesse caso, a limpeza deve ocorrer com mais freqüência durante todo o dia.

11 - Quantas vezes ao dia devo trocar o absorvente externo? E o interno?
O absorvente externo deve ser trocado sempre que já estiver com uma boa quantidade de sangue. Em caso de pouco sangramento, você deve trocá-lo pelo menos 2 vezes ao dia. O interno, apesar de muito prático, deve ser evitado, pois aumenta a incidência de processos infecciosos. O ideal é restringir seu uso a momentos especiais como banho de praia ou piscina, com uso de no máximo 4 horas.

12 - Transar durante a menstruação pode causar algum tipo de doença?
A mulher fica mais vulnerável a processos infecciosos durante a menstruação. Entretanto, não haverá problema se houver uso de preservativo.

13 - O pênis pode ser introduzido na vagina logo depois de ter sido introduzido no ânus?
Não. O ânus contém grande quantidade de bactérias que, se atingirem a vagina, causam doenças. É necessário ocorrer a troca do preservativo antes das mudanças de orifício.

14 - Qual a forma correta e eficaz de higienizar o ânus antes do sexo anal?
Lavar a região externamente com sabonete neutro não glicerinado. Após a relação, o homem deve lavar o pênis.

Referência: Modificado e extraído de: topgyn.com.br/conso28/conso28a42.php

Higiene Sexual Masculina


1 - Como o homem deve se limpar antes de fazer o sexo?
O sexo deve ser uma atividade que dê prazer a ambas as partes. Portanto, um bom banho, com atenção para a região genital, especialmente nos homens não circuncidados, é sempre bom.

2 - Quem é circuncidado ou faz operação de fimose deve ter algum cuidado higiênico diferente?
Não. O homem circuncidado tem higiene melhor, pois há menor acúmulo de esmegma no pênis (secreção branca que fica ao redor do pênis) do que em homens que têm prepúcio (pele que cobre a cabeça do pênis) íntegro.

3 - Como o esmegma deve ser retirado?
Deve ser higienizado com água e sabão neutro, mas sem produtos químicos que possam causar pequenos ferimentos na mucosa.

4 - Depois de ejacular, o pênis deve ser lavado?
Muitos espermatozóides ainda ficam aderidos à secreção da cabeça do pênis após a ejaculação. Se houver muito contato com a vagina, pode haver o risco da gravidez. Pode ainda ocorrer transmissão de DST. Recomenda-se lavar o pênis após ejaculação durante masturbação ou relação sexual.

5 - Como devo lavar a região que fica entre as coxas e debaixo do saco escrotal?
Nessa área pode ocorrer acúmulo de umidade, o que propicia o crescimento de fungos. É importante manter a região seca após o banho. O uso de roupas íntimas de algodão ajuda.

6 - Existe algum meio para tirar o cheiro da camisinha depois do sexo?
O cheiro que fica no pênis após a relação pode ser retirado com um bom banho e uso de sabonete neutro, principalmente para eliminação do lubrificante presente nos preservativos.

7 - Como devo me limpar após o sexo anal?
O sexo anal nunca deve ser feito sem preservativos, o qual serve para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e infecção retal causadas por bactérias comuns na flora intestinal. Após a relação, é recomendada a lavagem do pênis e ânus com sabonete neutro e água.

Referência: Modificado e extraído de: topgyn.com.br/conso28/conso28a42.php

sábado, 2 de julho de 2011

Artigo: O Comportamento Sexual de Adolescentes de Escolas no Embu

O Comportamento Sexual De Adolescentes Em Algumas
Escolas No Município de Embu, São Paulo, Brasil

Trata de um estudo descritivo de cunho quantitativo, que teve como objetivo identificar alguns aspectos relacionados ao comportamento sexual de adolescentes. A população do estudo constituiu-se de 920 adolescentes entre 10 e 19 anos de idade que freqüentavam escolas de ensino fundamental e médio da Região de Santo Eduardo, município de Embu, São Paulo. Os dados foram obtidos por meio de um questionário com 28 questões estruturadas, cujos resultados demonstraram que 77% dos adolescentes gostavam do seu corpo, 71% buscavam informações sobre sexualidade e 35% consideravam os pais como principal fonte de informação; 26% dos adolescentes referiram vida sexual ativa, 79% deles tiveram sua primeira relação sexual com 14 anos ou menos e 81% deles relataram usar condom nas relações sexuais. Os resultados do estudo reforçaram a importância da orientação sexual junto a adolescentes favorecendo atitudes de prevenção.

Por: José Roberto da Silva Brêtas.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Teste Rápido de HIV


O que é o Teste Rápido de HIV e como fazer?

Os testes rápidos são realizados a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo ou de um tubo de sangue pelo braço. O sangue é colocado em dois dispositivos de testagem. Se os dois dispositivos tiverem os mesmos resultados, o diagnóstico já é fechado. Porém, se houver discordância entre os resultados, é feito outro teste com um terceiro para confirmação. Assim, o resultado tem a mesma confiabilidade dos exames convencionais e não há necessidade de repetição em laboratório. Esse método permite que, em apenas meia hora, o paciente faça o teste, conheça o resultado e receba o serviço de aconselhamento necessário.

Quem deve fazer o Teste Ráido de HIV e quando deve fazer?

O teste de AIDS não deve ser feito de forma indiscriminada e a todo o momento. O aconselhável é que quem tenha passado por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido, faça o exame. Após a infecção pelo HIV, o sistema imunológico demora cerca de dois meses para produzir anticorpos em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Por conta disso, o mais aconselhável é que se faça o exame após esse período.

Onde fazer o teste?

Os testes para detectar o vírus HIV são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sigilosa e gratuitamente. Procure uma Unidade Básica de Saúde ou um Centro de Referência e Tratamento (CRT).

Referência: pelavidda.org.br

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Artigo: Os Rituais de Passagem Segundo Adolescentes

Os rituais de passagem segundo adolescentes

O artigo procura identificar as impressões de adolescentes acerca do que poderia representar um ritual de passagem. O estudo foi realizado junto a 751 adolescentes de ambos os sexos, entre 12 e 20 anos. Após análise de conteúdo, as categorias que surgiram foram: mudanças físicas; mudanças psicológicas; mudanças sociais; comportamento sexual; fatos traumáticos e independência. Os rituais de passagem relacionam-se diretamente com a mudança corporal, produto do adolescer, sendo ocorrências marcantes e significativas na vida do individuo.

Por: José Roberto da Silva Brêtas.

domingo, 12 de junho de 2011

Dúvida Livro Sexualidades

"Onde encontro o livro Sexualidades? E seu valor? É um livro de boa qualidade de escrita, com fácil entendimento? Ele é auto-explicativo e satisfaz a dúvida?"

Olá. O livro sexualidades pode ser adquirido na Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (Rua Napoleão de Barros, 754 - VL Clementino, São Paulo) ou por livrarias e internet, como neste site. Você também pode entrar em contato pelo email gecopros@yahoo.com.br.
O preço do livro varia conformo o lugar de compra, sendo de R$15,00 a R$3000 reais.
O livro é de excelente qualidade de escrita, com fácil entendimento e explicações objetivas. Satisfaz dúvidas sobre: corpo, gênero, sexualidade, resposta sexual, diversidade sexual, homofobia, situação de violência sexual e sexualidade nas escolas.

Esperamos ter ajudado, Gecopros.

Dúvida Violência Escola

"Sobre violência na escola, como um adolescente sem preparo reagiria a uma agressão verbal, como repressão e opressões, desde apelidos até xingos? E qual a diferença do adolescente que tem acompanhamento da família ou profissional?"

Olá. Um adolescente, ao sofrer agressões ou violência na escola, pode reagir de diversas formas. Pode ocorrer queda da auto-estima, depressão, isolamento social e alguns chegam a pensar ou cometer suicídio, além da falta de motivação em ir ao colégio e estudar. O bullying é grave e não deve ser ocultado. Como conduta, é necessário que o aluno comunique os pais, responsáveis, professores ou alguém que possa ajudá-lo a denunciar e romper a violência no colégio.
Se você sabe de alguém que sofre bullying na escola, tente aconselhar a pessoa a buscar ajuda de algum adulto. Você também pode ajudar dessa forma.
Um adolescente que tem acompanhamento da família ou profissional consegue apoio e ajuda para superar os medos que lhe foram causados, rompendo traumas, elevando a auto-estima e aumentando a segurança em si mesmo. É sempre bom ter com quem contar, principalmente nos momentos ruins.
Além disso, a pessoa que comete a violência é orientada e conscientizada, seja pelos diretores do colégio, professores ou pelos próprios pais ou profissionais (psicólogos). Através da conscientização, o agressor deixar de cometer bullying, evitando que mais pessoas sofram com suas ações de violência.

Esperamos ter ajudado, Gecopros.

Dúvida Violência Adolescente

"Como um adolescente deve reagir a uma agressão verbal e repressão externa de diversas formas, por exemplo, calunias, opressão e xingos? E como ele reagiria normalmente sem ajuda?"

Olá. Um adolescente, ao sofrer agressão verbal ou repressão externa, deve sempre procurar ajuda, como a dos pais, professores ou alguma outra pessoa de confiança. O bullying nunca deve ser ocultado, seja ele cometido na escola, família, universidade, vizinhança ou local de trabalho. O agressor precisa ser conscientizado sobre os atos ruins que comete (calunias, opressão ou xingamentos), e tal conscientização só ocorrerá se o mesmo for denunciado. Se você presenciou ou sofreu algum ato de violência, comunique algum adulto capacitado a ajudá-lo.
Em relação ao indivíduo que sofre o bullying, é indicado que procure também a ajuda de um profissional, como o psicólogo, para conseguir romper os medos que lhe foram causados e voltar a conviver em sociedade sem preocupações ou traumas anteriores, além do aumento da auto-estima.

Esperamos ter ajudado, Gecopros.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Curiosidades Sobre Métodos Anticoncepcionais




Mito 1: A mulher não engravida na primeira relação.
Quando uma mulher ou adolescente menstrua, isto significa que ela ovulou. E, se ela ovula, está com suas funções reprodutivas normais.
Mesmo que o corpo de uma adolescente ainda não esteja plenamente desenvolvido para sustentar uma gravidez, ela pode acontecer desde a primeira ovulação (que ocorre cerca de 15 dias antes da primeira menstruação).

Mito 2: A tabelinha é um método seguro.
Este método, que consiste numa tabela que prevê o dia da ovulação, não é seguro, pois o ciclo menstrual não é totalmente previsível, mesmo que seja regulado.

Mito 3: É preciso interromer o uso da pílula.
Atualmente, não há motivos médicos que justifiquem esta prática. Já está demonstrado que os chamados “descansos” da pílula, isto é, a interrupção de seu uso por alguns meses, perodicamente, não são necessários - a não ser, é claro, que o casal esteja planejando uma gravidez.
O “descanso” era recomendado para as pílulas antigas, que tinham doses de hormônios muito mais altas do que as pílulas atuais.

Mito 4: O coito interrompido é um método seguro.
O coito interrompido, ou o famoso “gozar fora”, é um dos métodos anticoncepcionais mais antigos, mas também um dos menos seguros que existem.
Todos sabem que, para haver a gravidez, é necessário que haja um óvulo e um espermatozóide. O que poucas pessoas sabem é que o sêmem não é o único meio através do qual o homem expele seus espermatozóides: o líquido lubrificante produzido pelo homem antes da ejaculação também está cheio de espermatozóides, e o homem não tem nenhum controle sobre sua produção.

Mito 5: É possível ficar grávida na amamentação.
Para que a mulher tenha uma proteção eficaz durante a amamentação, é preciso haver certas características combinadas:
- A menstruação não pode ter voltado depois do parto;
- A produção de leite deve ser muito grande e, para isso, o leite deve ser a única fonte de alimento do bebê, o que significa que o método só é seguro até seis meses depois do parto.

Mito 6: Tendo orgasmo, a mulher não engravida.
O fato de uma mulher ficar grávida depende única e exclusivamente da implantação de um óvulo fertilizado em seu útero, o que independe do prazer alcançado durante o ato sexual. Por isso, nem a ovulação nem a fixação do óvulo fecundado no útero tem qualquer relação com o orgasmo.

Mito 7: A pílula anticoncepcional provoca câncer.
Desde que a pílula anticoncepcional entrou no mercado, há cerca de 40 anos, incontáveis pesquisas foram feitas sobre sua possível relação com o câncer, e nada foi encontrado.
Para obterem licença de comercialização, todos os medicamentos são submetidos a múltiplos testes de eficácia, segurança e toxicidade. Tais investigações levam vários anos, e os testes são feitos em laboratórios, em animais e em grupos controlados de pacientes.
Ao contrário do que se pensa, o que está provado é que a pílula tem efeitos benéficos na prevenção de alguns tipos de câncer. Veja alguns benefícios que podem ser trazidos pelo uso da pílula:
-Diminuição do risco de câncer de ovário;
-Diminuição do risco de câncer de endométrio;
-Diminuição do risco de doença inflamatória pélvica.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Curiosidades Sobre Pílula Anticoncepcional


01 – COMO A PÍLULA FUNCIONA?
Antes de tomar anticoncepcional é preciso saber sobre os hormônios contidos na pílula (estrogênio e progestina) atingem uma glândula no cérebro (pituitária) e bloqueiam os hormônios responsáveis pela ovulação. O organismo “pensa” que está grávido e a ovulação é interrompida. Assim, não ocorre a gravidez. Além disso, ela deixa o muco cervical (secreção que sai pela vagina e se parece com clara de ovo) mais espesso. Isso ajuda a imobilizar o espermatozóide.

02 – ALGUNS REMÉDIOS PODEM ANULAR O EFEITO DA PÍLULA?
Verdade. Nesses casos, a mulheres devem se certificar lendo a bula do medicamento a ser tomado juntamente com o anticoncepcional.

03- PÍLULA NO SHAMPOO ACELERA O CRESCIMENTO DO CABELO?
Segundo os especialistas seria uma grande desperdício. Pensem comigo: se anticoncepcionais realmente acelerassem o crescimento dos cabelos, já fariam parte da composição natural dos shampoos e mascaras capilares. É uma lenda totalmente sem fundamento!

04 – PÍLULA ENGORDA?
Essa questão pode não ser verdadeira, apesar de muitas mulheres afirmarem o contrário. Uma pesquisa recente avaliou a variação de peso de 128 mulheres em uso de contraceptivos orais durante 4 meses e descobriu que 72% das pacientes não apresentaram qualquer alteração de peso no final do período.

05 – PÍLULA FAZ MAL PARA O CABELO?
Não existem evidências científicas comprovando este fato.

06 – A PÍLULA CAUSA VARIZES?
A pílula possui sim diversos efeitos sobre o sistema cardiovascular e é possível que estejam envolvidos de alguma forma no desenvolvimento de varizes, mas as pesquisas realizadas não comprovaram nada até o momento.

07 – PARAR DE TOMAR PÍLULA PODE CAUSAR ACNE?
Verdade. A pílula reduz os níveis sangüíneos de androgênios (hormônios masculinizantes) e, dessa forma, podem colaborar para diminuir a gravidade da acne.

08 – A PÍLULA PODE SER USADA NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE?
Sim, a pílula realmente pode fazer parte do tratamento não-cirúrgico desta doença.

09 – PÍLULA REDUZ CÓLICAS MENSTRUAIS?
A menstruação dolorosa (dismenorréia) é menos freqüente nas mulheres que não ovulam. Por isso, as pílulas podem ser úteis em 70-80% dos casos de dismenorréia. Mas quando a pílula é suspensa, as mulheres geralmente sentem a mesma intensidade de dor que apresentavam antes do seu uso.

10 – MULHERES QUE TOMAM PÍLULA DEMORAM MAIS PARA ENGRAVIDAR QUANDO PARAM?
Verdade. O retorno à fertilidade em mulheres que interromperam o uso de hormônios leva mais tempo quando comparado às mulheres que interromperam outros métodos contraceptivos, mas não há prejuízo da fertilidade.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Direitos Sexuais e Reprodutivos

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Posso entrar sozinho (a) no consultório médico sem acompanhamento de meus pais ou outras pessoas?
Sim. O Código de Ética Médica garante que o direito de ser atendido sozinho independente de sua idade, se assim for o seu desejo, exceto em casos ddeficiências intelectuais, algumas formas de distúrbios psiquiátricos ou que se perceba a impossibilidade de cuidar de si ou de colocar a própria vida de outros em risco.

O médico, enfermeiro ou qualquer profissional de saúde pode informar aos meus pais sobre a consulta ou quaisquer outras informações sobre meu atendimento?
Não. O Código de Ética Médica e o Código de Ética da Enfermagem esclarecem que é proibido revelar segredo profissional de paciente menor de idade desde que estes tenham capacidade de avaliar e procurar meios para solucionar seu problema. Os Códigos destacam ainda que os profissionais da enfermagem e médicos são responsáveis pelo sigilo de toda a equipe.

Quero ter acesso a preservativos distribuídos gratuitamente nos postos de saúde, mas tenho vergonha de retirá-lo próximo de casa, pois lá exige cadastro participações em reuniões e nas unidades distantes a orientação é que se retire próximo de casa. O que fazer?
Você pode retirar os preservativos sem necessidade de cadastro ou da participação de grupos ou palestras. A nota técnica n. 13/2009 do Programa Nacional – DST/Aids do Ministério da Saúde recomenda que as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde facilitem o acesso das populações aos preservativos masculinos orientando que não haja necessidade de prescrição médica, solicitação de documentos de identificação, participação obrigatória dos usuários em palestras e outras reuniões.

Posso participar dos programas de planejamento familiar nas unidades de saúde para escolher um método contraceptivo?
Sim. A Lei Federal 9.263/96 que regula o §7º. do art. 226 da Constituição Federal trata do Planejamento Familiar não faz menção da faixa etária que se dispõe. O artigo 1º. Estabelece que “o planejamento familiar é direito de todo cidadão” e somente restringe a participação de menores de vinte e cinco anos nas esterilizações (laqueadura e vasectomia). Os princípios básicos do planejamento familiar (contracepção, assistência a concepção, o atendimento ao pré-natal, a assistência ao parto, ao puerpério e ao neonato, o controle das doenças sexualmente transmissíveis e o controle e prevenção do câncer cérvico-uterino, câncer de mama e do câncer de pênis) são de alcance também dos adolescentes.

Estou grávida e quero saber se tenho prioridade no atendimento?
Sim, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) destaca a prioridade no atendimento e assegura à gestante adolescente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) o pré e perinatal (após o parto) e as demais condições básicas para a mãe e para a criança.

Sou estudante e estou grávida. Tenho direito a licença maternidade sem prejuízo de perder o ano letivo?
Sim. A Lei Federal 6.202/75 atribui à gestante estudante a possibilidade de continuar os estudos em regime domiciliar após o oitavo mês e no período da licença-maternidade sendo prorrogável mediante atestado médico.

É proibido às adolescentes tomar a “pílula do dia seguinte”?
Não. A contracepção de emergência é uma medida de planejamento familiar. Conforme a Resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) no. 1811/2006 que estabelece normas éticas deste método emergencial afirma em seu artigo 4º. que a anticoncepção de emergência pode ser utilizada em qualquer etapa da vida reprodutiva e fase do ciclo menstrual, como forma de prevenção da gravidez. A resolução enfatiza ainda que a anticoncepção não se trata de interrupção da gestação, por isso não fere os preceitos legais do Código Penal vigente no país. Porém devido a elevada carga hormonal deve ser usada rigorosamente em emergências.

Um colega de classe me disse que as escolas devem separar alunos infectados pelo HIV dos outros. Isso é verdadeiro?

Não. A Portaria Interministerial n. 796 de 29/05/1992, dos Ministérios da Educação e Saúde estabelecem normas de procedimentos educativos sobre a transmissão e a prevenção do vírus HIV. Entre as normas e procedimentos encontram-se: a proibição de exigências de teste sorológico para admissão de matrículas de alunos ou para a contratação de qualquer funcionário; a garantia de sigilo a qualquer membro da comunidade escolar sobre sua sorologia e a proibição da distinção de classes especiais ou escolas específicas pelo critério sorológico. A portaria recomenda ainda que as escolas possam desenvolver projetos educativos que possibilitem aos indivíduos conhecer adequadamente as formas preventivas de transmissão do HIV e que, portanto, colaborem com a não discriminação dos portadores.


Referências:
1. Brasil. Lei 9263, de 12 de janeiro de 1996. Regula o § 7º. Do art. 226 da Constituição Federal, que trata do Planejamento Familiar. Brasília (DF), 2010. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9263.htm. Acesso: 30/08/2010.
2. COFEN. Resolução COFEN 311/2007 – Código de Ética da Enfermagem. Disponível em: http://inter.coren-sp.gov.br/sites/default/files/Principais_Legislacoes.pdf . Acesso: 30/08/2010.
3. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM 1811/2006 – Estabelece normas éticas para utilização, pelos médicos, da Anticoncepção de emergência, devido a mesma não ferir os dispositivos legais vigentes no país. Disponível em www.cfm.org.br .Acesso: 30/08/2010.
4. Conselho Federal de Medicina (Brasil). Resolução no 1931, de 24 de setembro de 2009. Aprova o código de ética médica. D Of União. 24 set 2009;(183, seção I):90-2. Retificações em: Diário Oficial da União. 13 out 2009;(195, seção I):173. Disponível em: http://www.in.gov.br Acesso: 24/04/2011.
5. Lei 6.202 de 17 de abril de 1975 – Atribui à estudante em estado de gestação o regime de exercícios domiciliares. Brasília (DF). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/1970-1979/L6202.htm. Acesso: 30/08/2010.
6. Recomendação para a ampliação de acesso aos preservativos masculinos na rede de serviços do Sistema único de Saúde (SUS). Brasília (DF). Disponível em: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/nota_tecnica_13_2009.pdf Acesso: 30/08/2010.
7. Portaria Interministerial n. 796 de 29/05/1992 dos Ministérios da Saúde e Educação – Normas e procedimentos educativos referente à transmissão e prevenção da infecção pelo HIV. Brasília (DF). Disponível em: http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/legislacao/saude/dst-aids/pi796.92_MSe MEC_aidsnasescolas.pdf Acesso: 30/08/2010.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Importância do Papanicolau ou Citologia Oncótica


O exame de Papanicolau ou Citologia Oncótica verifica alterações nas células do colo do útero. Estas alterações podem ser detectadas pelo exame, as quais podem se transformar em câncer se não forem descobertas e tratadas. Também pode-se detectar infecções por vírus no colo do útero e infecções vaginais. As mulheres, principalmente as sexualmente ativas, deveriam se submeter a um exame preventivo no mínimo uma vez por ano.

Existe uma chance crescente de desenvolver este tipo de câncer se a mulher:
- Teve ou tem muitos parceiros sexuais;
- Ela ou o parceiro têm tido infecções genitais;
- Teve câncer de vulva ou vagina;
- O parceiro teve câncer de pênis;
- É fumante;

- Apresenta sistema imonológico debilitado.

Não deve-se usar ducha ou cremes vaginais durante os dois dias anteriores ao exame, nem manter relação sexual dentro das 24 horas anteriores, pois isto pode causar resultados incorretos.
O Papanicolau demora poucos minutos e é feito como parte de um exame ginecológico de rotina. Durante o exame, a mulher fica deitada, com os joelhos dobrados e as pernas afastadas. O médico introduz um aparelho específico na vagina, o qual permite a abertura de suas paredes para conseguir ver o colo do útero. Então, ele utiliza um cotonete especial, uma escovinha ou uma palheta para, esfregando, remover algumas células do colo do útero, as quais serão mandadas a um laboratório para serem analisadas microscopicamente.
O teste é rápido, seguro e gratuito e pode ser realizado na UBS mais próxima.

Referência: http://boasaude.uol.com.br/lib/showdoc.cfm?libdocid=3260&fromcomm=4&commrr=src

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Artigo: Álcool e Tabaco Entre Adolescentes

Ambiente familiar e consumo de álcool e tabaco entre adolescentes

Trata-se de estudo contendo ao todo 25 questões sobre o uso álcool e tabaco, realizado junto a 1.533 adolescentes de ambos os sexos, tendo por critérios de inclusão: adolescentes entre dez e 20 anos de idade, matriculados e frequentando regularmente a sexta, a sétima ou a oitava séries do ensino fundamental e o primeiro, o segundo ou o terceiro anos do ensino médio das escolas estaduais situadas nas regiões de Santo Eduardo e Santa Emília, no município de Embu. Os dados demonstraram que 66% dos adolescentes que não experimentaram bebidas alcoólicas não possuem familiares que bebem frequentemente e 84% dos que são fumantes apresentam familiares que fumam.
O ambiente familiar induz e facilita o uso de álcool e tabaco por adolescentes, tornando-se fundamental a utilização deste conhecimento na elaboração de projetos de prevenção e educação em saúde.

Por: Rafael Souza Moreno.

Artigo: Representação de Gênero na Enfermagem-Cliente

Representações de gênero nas relações estudante de enfermagem e cliente: contribuições ao processo de ensino-aprendizagem 

O objetivo do estudo foi identificar, conhecer e aprofundar o conhecimento sobre as relações de gênero entre estudantes e clientes na prática do cuidado de enfermagem. Estudo de abordagem qualitativa fundamentado nos pressupostos da representação social e analisado à luz dos referenciais teóricos de gênero. Os resultados foram organizados em uma árvore máxima a partir da qual emergiram como elementos periféricos dois eixos temáticos: “A tríade igualdade/diferença/desigualdade no cuidadode enfermagem” e “A falta de preparo: a lacuna no ensino”.
Os resultados expressam uma dificuldade por parte dos(as) estudantes em prestar cuidado ao gênero que não é o seu; revelam um discurso ancorado na percepção das diferenças sexuais e na crença de uma heterossexualidade presumida.

Por: Renata de Lima Muroya.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Movimento Assexual


Inicialmente, deve-se esclarecer que assexualidade não é celibato (abstinência atrelada a crenças e práticas religiosas). A Asexual Visibility and Education Network (Aven) é maior comunidade de assexuais do mundo, fundada nos Estados Unidos em 2001 e reúne mais de 30 mil integrantes. Disponibiliza material em 13 idiomas e é referência no tema.
A inexistência de atração sexual pode não ser uma simples escolha ou interpretação do que o corpo não consegue sentir. Há enfermidades e disfunções que comprometem a libido – tratáveis, permitem que a pessoa retome ou inicie uma vida sexual saudável. Um indivíduo pode ter vivenciado algo ruim: um abuso, uma repressão, uma decepção erótico-afetiva ou pode ter medo de se comprometer com a intimidade de alguém. Na ânsia de encontrar um diagnóstico que justifique a pouca empolgação, não se pode desconsiderar que o que à primeira vista parece problema pode não passar de um descompasso.
Segundo Elisabete Regina Baptista de Oliveira, pedagoga, a qual trata da assexualidade entre jovens em sua tese de doutorado pela USP, "a possibilidade da assexualidade como orientação sexual questiona uma das certezas históricas da ciência: a de que o desejo é universal, todo ser humano tem que sentir ou é necessariamente portador de algum problema."
Se forem descartadas possíveis enfermidades e alterações hormonais, a psicóloga e terapeuta sexual Lúcia Pesca julga inviável a anulação das sensações que impulsionam a busca da satisfação sexual e tudo que dela decorre. "É impossível que alguém não tenha uma fantasia. Acho impossível não sentir vontade. Tudo que a gente estuda a vida inteira, neurológica e hormonalmente, não nos deixa explicar isso".
Comerciante e estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal de Pernambuco, Júlio Manoel Neto é uma das raras figuras dispostas a falar abertamente sobre o tema. “Sempre pensei diferente das outras pessoas e não via problema no meu desinteresse pelo sexo. O problema é o sentimento de que estamos fora do mundo. Nos sentimos como ETs, com a sensação de que estamos errados. Nunca me obriguei a fazer sexo somente para satisfazer uma convenção social. Aprendi a construir relacionamentos sem sexo. Hoje não tenho namoros convencionais, o que não significa que não tenha relacionamentos. A maior parte dos assexuais, no entanto, faz sexo por não saber que existe a alternativa de, simplesmente, não fazer. É possível, se for a vontade do indivíduo, ver a realidade de uma outra forma, sem a conotação sexual.”

segunda-feira, 11 de abril de 2011

História da Camisinha


Há mais de 3000 anos, a arte egípcia já mostrava figuras de homens com algum tipo de envoltório no pênis. Há quem fale de peles de animais, mas não se sabe de que material eram feitos. Na Europa, as primeiras evidências do uso de camisinha são pinturas nas cavernas de Combarelles, na França.
A origem histórica da camisinha foi em 1500, quando o anatomista italiano Gabrielle Fallopius inventou uma espécie de "saco de linho" para proteger seus pacientes da sífilis. Como o método inventado por ele funcionou, e as pessoas perceberam a possibilidade de usar a camisinha para evitar a gravidez, seu uso se popularizou e cresceu muito por volta do ano 1700, quando as camisinhas passaram a ser feitas de um material mais fino: membranas de intestino de carneiros. Mas foi em 1843, quando o revolucionário processo de vulcanização da borracha, inventado por Hancock e Goodyear, possibilitou a produção em massa de preservativos, que eles se tornaram realmente mais populares e baratos. Até o legendário amante Casanova foi adepto dessas camisinhas.
Em 1930, o látex líquido substitui a borracha, e ainda é o material mais usado na fabricação de camisinhas.
Nos anos 90, as novas tecnologias possibilitaram a produção de camisinhas cada vez mais sofisticadas, como as de poliuretano, mais finas e sensíveis.

FONTE: http://www.terra.com.br/saude/especiais/sexoseguro/curiosidades_historia.htm